Passa um dia, e outro a correr atrás dele e outro e outro... O tempo a todos impele, tal o vento levando, em doida correria, revoadas de folhas outonais, folhas de calendários sempre iguais, uma a uma arrancadas, perdidas nas estradas...
Nunca mais... Nunca mais...
Saúl Dias, in: Essência (Portugal 1902-1983)
9 de dez. de 2009
«Eras uma flor inventada com milhões de sóis em cada pétala.»
Havia na minha rua uma árvore triste.
Quebrou-a o vento.
Ficou tombada, dias e dias, sem um lamento.
(Assim fiquei quando partiste...)
Saul Dias (Júlio Maria dos Reis Pereira) (1902-1983)