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8 de jun de 2011

A um poema

A meio deste inverno começaram
a cair folhas demais. Um excessivo
tom amarelado nas imagens.
Quando falei em imagem
ia falar de solo. Evitei o
imediato, a palavra mais cromática.

O desfolhar habitual das memórias é
agora mais geral e também mais súbito.
Mas falaria de árvores, de plátanos,
com relativa evidência. Maior
ou menor distância, ou chamar-Ihe-ei
rigor evocativo, em nada diminui

sequer no poema a emoção abrupta.
Tão perturbada com a intensa mancha
colorida. Umas passadas hesitantes.
entre formas vulgares e tão diferentes.
A descrição distante. Sobretudo esta
alheada distância em relação a um Poema.



FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
Três Rostos

Um comentário:

  1. "O amor é a poesia dos sentidos.
    Ou é sublime, ou não existe.
    Quando existe,
    existe para todo o sempre
    e aumenta cada vez mais."

    (Balzac)

    Bom dia......Beijos no coração. M@ria

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